quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Do jeito que tem que ser!

Num dia qualquer eu escrevi num email imenso pra alguém especial:

"Nada do que possa acontecer, será mais forte do que há entre nós! Isso porque o que nos mantém unidos não são só os nossos sentimentos um pelo outro, mas os planos de Deus pras nossas vidas."

E eu tenho tanta certeza disso, apesar dos meses que se passaram, junto com milhões de mágoas, dores, gente se metendo, coisas ditas demais, coisas ditas de menos, que hoje, consigo manter o coração em paz.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Todo carnaval tem seu fim.

Como tudo na vida, o JUCA chegou ao fim. Ainda bem. Tudo o que é bom tem que durar pouco mesmo, senão perde a graça.

Se eu tivesse 18 anos, esse feriado que passou teria sido o melhor da minha vida. Beber até passar mal, ir pra todas as baladas, pegar vários menininhos, conhecer mil pessoas, andar sem blusa no frio, ficar sem dormir, ficar sem comer, fumar muito, ficar maluca, arrumar briga nas torcidas alheias, e porque não, até jogar meu handball.

Mas sim, meus caros, a idade pesa. Eu sei que estou longe de ser uma senhora, mas com meus 23 anos, já não quero e nem consigo beber até passar mal, meu flerte anda muito mais seletivo, ficar sem dormir me deixa num mau humor inaceitável e multidões de gente me dão asco e desespero. Passei da fase?

O JUCA pra mim não foi o que realmente são jogos universitários. Foi mais uma viagem com os amigos, onde eu tomei muita cerveja, dei muita risada com os mais queridos e voltei pro hotel dormir e tomar meu banho quente. E foi ÓTIMO. Já estreei no JUCA como “mestre” e o trabalho mais divertido do mundo, que é embriagar as pessoas e também ficar bêbado, foi um sucesso total.

Realmente, o JUCA é uma festa enorme que não para nunca. Eu parei um pouco, porque já não posso muito com festas sem fim. Minha Meto fez jus à sua torcida de maloqueiro, conheci pessoas ótimas, dei trabalho, dei show, caí, me machuquei, ri, chorei, abracei e vivi.

E acho que foi tudo EXATAMENTE como devia ter sido. Eu não mudaria nada, nem uma vírgula, nem um único minuto que eu vivi lá, tenho histórias pra mil livros, e quem me conhece sabe que isso pra mim é o que vale. Se eu tenho sobre o que escrever, quer dizer que valeu a pena.
Tudo foi como tinha que ser, e como tudo na vida, o JUCA acaba. Ainda bem.

Ps.: Pode ser feio, pode ser pobre, só não pode ser feio E pobre! #JUCA2010.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Vida nova, de novo.

Agora é oficial.
A porta abriu e eu entrei. Com classe, claro. De salto alto, como sempre, apesar do 1m71 de altura. Com sorriso no rosto, aquele que a gente bota quando chega em algum lugar e não sabe o que esperar, mas espera coisa boa. Com aquela certeza absoluta que ficou anos morando aqui dentro, e hoje tá lá fora correndo. Com um frio na barriga de paixão mesmo, que eu não sentia fazia teeempo. Com muito gosto. Com muitos planos. Eu tô entrando, pedindo licença sim, porque nunca é demais manter a educação, mas sem medo de estar errada.

Eu tô aqui agora, tô aí, tô em todo lugar. Tô parada de plantão na Estação São Judas do metrô, tô andando pelo paço municipal de Santo André, do pelas bandas da Metô, tô preparando café com rosquinhas, tô ouvindo aquela velha lista do mp3. Tô em pânico. Tô animada. Tô amando tudo e todo mundo. Tô malhando dançando Cine. Tô caindo de amores. Tô entrando no novo mundo com o pé esquerdo (eu sou canhota, e meu pé direito sempre me deixa na mão).

Eu tô que tô.

>gaveta desde 10/02/09 quando eu comecei a vida nova.

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Fortes emoções.

Já não cabe mais a mim a vontade de gritar pro mundo, de botar uma faixa na porta da tua casa, de sair te caçando por essas ruas. Eu já não posso segurar a vontade enorme de você e não me peça pra começar a explicar o porque. Acho que o meu santo bateu, brindou e saiu de mãos dadas por aí com o teu, e não me surpreende essa conexão. Eu sei que é costume teu dispertar esse tipo de reação nas pessoas, e sem o menor esforço. Não que o teu sorriso sempre aberto e tua voz rouca não sejam já belos esforços, mas entenda que tudo isso vai muito além da tua vontade, ou da minha, ou de qualquer das vontades. Vem daqui ó, do coração, e esse, meu querido, eu já desisti de tentar entender. É masoquista mesmo, gosta de fortes emoções. Eu já sugeri o mergulho com tubarões na Austrália ou um safari sem grades na Africa do Sul, mas ele ainda insiste em sair por aí te procurando, tentando me convencer que nem os dentes do tubarão branco passando a centímetros da minha mão feita e pintada de 5ª Avenida, o farão disparar mais do que a simples visão de você ali sentado, largado num canto com uma cerveja na mão, brilhando como sempre, no limite como nunca. E eu arrisco dizer que aqueles dentes brancos me causam menos medo do que os teus dentes não menos brancos, e que você, no alto dos teus 1m78 me parece muito mais aterrorizante do que aquele bicho de 4 metros.E eu me pego, mais uma vez, vestindo a minha melhor roupa, tentando dar um jeito no cabelo indomável, na esperança de, quem sabe, te encontrar por aí, sorrindo avulso, sendo perfeito nas suas imperfeições e me fazendo voar com os pés no chão. Saco! Já não me aguento mais, nem te aguento mais e não aguento mais esperar por aquilo que não vem. E eu sei que vou passar mais uma sexta, mais um sábado, com uma cerveja na mão, olhando pra porta esperando pra ver se você entra..e você não vai entrar. Me dá mais um cigarro, quem sabe um dele não vira uma luz, uma placa, uma seta, uma bússula indicando o norte, o meu norte, você...

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Eu gosto é do estrago.

Aí você chega de novo, colocando a mão na minha cintura, me segurando perto e não largando mais.

E eu tento não te olhar muito pra que você não perceba o quanto eu quero ficar te olhando sem parar. Seguro sua mão forte, mas não tão forte pra que você possa perceber que é porque eu não quero te deixar ir.

Mas aí você vai. Sem se despedir, sem "a gente se vê", sem maiores planos. E eu fico sentada, lembrando do meio sorriso idiota, odiando todo mundo que me manda mensagem no celular e não é você e me tornando insuportavelmente conhecedora de assuntos seus.

Tudo outra vez.

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Sempre ele.

Ele continua o mesmo.
Tem as mesmas manias. O mesmo tique nervoso de mexer a mão quando não sabe o que fazer com elas. Os mesmos olhos verdes que falam mais do que mil palavras ditas com aquela voz de travesseiro. O mesmo jeito de me olhar e me fazer sentir a única mulher do mundo. O abraço é o mesmo, o cheiro é o mesmo. Não mudou nada, nada. Nem o jeito que ele me faz sentir só por existir.

O tempo longe me fez esquecer que ele existia. Mas aí, indo embora correndo numa sexta, cheia de planos sacanas, concentrada do meu mundinho que se resumiu a semana inteira à esperar o meu celular vibrar com alguma notícia do além, eu escuto minha voz preferida, chamando meu nome. Eu esperei por isso dois anos inteiros, e quando eu parei de esperar...

É ele.
Sempre foi ele.

>20/03/2009

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"se isso não é amor, o que mais pode ser?"

E lá vem você. Andando por aí, despretencioso como sempre. Têm coisas que não mudam mesmo! O mesmo terno, com a mesma camisa. Não deu pra ver os sapatos, mas aposto que eram aqueles. E eram os mesmos olhos verdes.

Ninguém me avisou, mas Deus tratou de te jogar de novo no meu caminho. Não pedi tantas vezes? Já dizia minha avó: cuidado com os seus desejos, porque eles podem ser tornar real. E você estava ali, mais real do que nesses últimos anos, tão ou mais bonito.Eu não estava preparada para isso e acho que nunca vou estar. O jato de adrenalina, de memórias, de mágoas, de alegrias, de passado, de presente e até de futuro, caíram como uma bomba nas minhas veias.

Perdi o controle mais uma vez. Perdi a voz pra chamar teu nome. Perdi o movimento das mãos. Perdi a vontade de continuar a procurar por aí, porque eu sei, não me pergunte como ou porque, que o único jeito de ser feliz é ser for do seu lado. Eu esqueço tudo, largo tudo, páro tudo...

E eu só queria gritar teu nome!

> gaveta: 05/08/2009

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